Maria Antonieta Pereira – UFMG
Formado por países latino-americanos, entre os quais o Brasil, o Cone Sul constitui um conceito geopolítico estreitamente articulado à própria perspectiva mercadológica da sociedade contemporânea. Nascida num contexto em que o Mercosul funciona como um forte atrativo para as jovens, e muitas vezes já exaustas, forças econômico-culturais da América do Sul, a perspectiva do cone congrega, ao mesmo tempo, as idéias de intercâmbio e integração, em oposição ao velho discurso da dependência política e cultural. É como se os sonhos panamericanistas de Simon Bolívar ou as utopias libertárias que, ao longo dos séculos, moveram heróis tão distintos como Tiradentes, San Martín e Che Guevara, pudessem se concretizar num modelo de nação sem fronteiras.
Contudo, embora fortemente sedimentada em projetos políticos continentais, a idéia de uma integração regional dos países do Sul também carrega em si as dessemelhanças oriundas de línguas e dialetos diferentes, as temporalidades culturais que se superpõem, as histórias diversificadas de etnias autóctones e estrangeiras e, sobretudo, as particularidades das histórias nacionais nas quais não têm faltado inúmeros embates nos limites das fronteiras geográficas e culturais. Tais refregas, que no passado estimularam conflitos armados como a Guerra do Paraguai, hoje servem como um alerta para as dificuldades reais de integração e, ao mesmo tempo, provocam os debates necessários para que as populações do Sul estabeleçam diálogos capazes de tolerarem as diferenças e de usufruírem das mesmas para o desenvolvimento de novas identidades.
Nesse sentido, a utilização da figura do cone, objetivando expressar a formatação imaginada para o Sul da América, constitui uma metáfora desveladora dos curiosos mecanismos pelos quais o continente procura reconhecer-se como uma nova proposta territorial. Abandonando as linhas simples e objetivas de muitas figuras geométricas, o cone apresenta-se enquanto figura desdobrável em várias estruturas, cujo atributo central talvez possa ser a pluridimensionalidade. Podendo ser pensado como uma superposição de círculos concêntricos que, num movimento ascendente e a partir de uma base, perseguem um minúsculo ápice final, o cone também pode ser visto como a expressão móvel da aguda estabilidade do triângulo.
Além disso, ao recordarem as estruturas das pirâmides, das torres e do zigurate da antiga Mesopotâmia, as formas cônicas também remetem às narrativas fundadoras que, ao longo das grandes civilizações, estabeleceram canais de passagem entre o terrestre e o celestial. Em todos esses casos, o cone congregou o desejo humano de ascensão ao divino e de descida dos deuses à Terra, numa perspectiva em que se questionavam os limites rígidos entre criadores, criaturas e suas linguagens. Propondo mesclagens entre sagrado e profano, pelo menos em se tratando de Babel, os homens obtiveram um resultado parcial de suas demandas quanto à pretendida heterogeneidade. Sendo assim, se por um lado a diversidade das línguas criou a categoria do estrangeiro e dispersou os operários daquela construção, por outro, permitiu pensar a hibridez como um desafio ao estabelecimento de novos significados e como uma desobediência criadora diante da rigidez de um idioma coeso, unificador e excludente. A insensatez linguajeira apresentada pela metáfora de Babel questiona aquela que tantas vezes tem sido a mais importante de todas as leis – a pureza da linguagem e o sentido preciso dos idiomas. Autorizando o surgimento de hipóteses narrativas, de considerações divergentes e de culturas locais, a torre da dessemelhança funciona, ao final do milênio, como ícone de uma experiência que precisa ser ressignificada, à medida que compõe uma tradição mítico-histórica divergente dos modelos universais. Apresentada no passado como castigo, a diferença requer, na atualidade, espaços cada vez mais amplos, propondo-se como o território fecundo onde podem sobreviver, ainda que em relativa desarmonia, as palavras e as coisas familiares e estranhas.
Além de todos os sentidos passíveis de serem localizados no conceito de Cone Sul, a partir da observação do mapa dessa região, podemos também verificar que a instabilidade desse território parece multiplicar-se à medida que a forma cônica encontra-se invertida, como se a torre por ele evocada estivesse de cabeça para baixo. Contudo, não podemos nos esquecer de que essa perspectiva está contaminada pelo ponto de vista que mantém a Europa como Norte fixo e regulador da posição dos territórios no planeta. Por outro lado, não deixa de ser curioso o fato de que a nomenclatura encontrada para expressar a geometria da região nos apresente, a nós mesmos, como habitantes de um território precariamente equilibrado no ápice de um triângulo que, a qualquer momento, pode girar, pender para um lado, buscar outra forma de estabilidade numa base mais ampla.
Entretanto, exatamente por suas incertezas figurativas e idiomáticas, o Cone Sul tem se transformado em um conceito político-cultural que permite o desenvolvimento de um intenso comércio de signos, dando continuidade à tradição milenar segundo a qual todas as civilizações, ao trocarem as coisas, também comercializaram as palavras. Talvez um dos exemplos mais interessantes desse intercâmbio sígnico, na atualidade, sejam as relações estabelecidas entre Marco Pólo e Kublai Khan, em As cidades invisíveis, de Italo Calvino. Nessa obra, em que o “vocabulário das coisas renovava-se com o mostruário das mercadorias”[1], o mercador veneziano oferece ao imperador o mapa de cidades que, embora inexistentes, são capazes de misturar o Levante e o Poente.
Também na América Latina, as relações comerciais e políticas estabelecidas ao Sul do continente têm permitido a elaboração de novos paradigmas textuais. Herdeiros de uma cultura marcada pelo processo freqüente de trocas simbólicas, os ficcionistas do Cone Sul constroem seus relatos a partir de tal intensidade de mesclagens culturais que eles próprios buscam o estabelecimento de teorias que justifiquem a vertiginosa pluralidade de suas obras. Rigorosamente, poderíamos dizer que essa busca de explicação teórica para realidades e ficções multiculturais atentam para o fato de que a tão propalada identidade não existe ao sul do Equador, pelo menos enquanto categoria rígida e excludente. Sem dúvida, nesse caso, lidamos ainda com um tipo de pensamento crítico que elege como interlocutor privilegiado os centros hegemônicos, respondendo a seu ideal de sujeito através de paradigmas universais. É notória a presença de argumentos que buscam justificar as apropriações culturais para escapar das acusações de débito intelectual. Sendo assim, em geral, autores brasileiros, argentinos e uruguaios desenvolvem argumentos em que conceitos operatórios misturam-se a metáforas, criando um compósito crítico-literário capaz de explicitar uma criação marcada pelo temor da dívida com relação aos centros hegemônicos e pela reflexão obsessiva sobre o tema da identidade. A tentativa de compreender o processo de criação artística do Sul, desenvolvida pelos próprios criadores, passa a constituir um texto híbrido, instável e dilemático.
Nesse sentido, a própria concepção de criação literária, necessariamente, deve conter possibilidades de releituras, comentários e citações. Dessa forma, as metáforas usadas por Ricardo Piglia, na Argentina, e Silviano Santiago, no Brasil, buscam explicitar uma situação em que a principal justificativa para a criação literária encontra-se respaldada exatamente na impossibilidade da criação. Isso significa que esses escritores trabalham com um conceito de escritura que pressupõe o questionamento da concepção de “obra artística” e a adoção do conceito “texto literário”. Ao negar o caráter divino, presente no âmbito da criação, tais autores propõem a adoção da atividade literária como um trabalho que, ao invés de basear-se na genialidade intrínseca de um criador individual - inspirado por musas, premiado pelo destino ou dotado de talento – encontra-se alicerçado no trabalho coletivo do recorte e da colagem, da releitura de certa tradição cultural, da apropriação dos relatos anteriores e posteriores a um novo texto.
Certamente, essa posição crítica desloca a propriedade textual e contribui para a elaboração de fronteiras discursivas móveis e cambiantes, nas quais a liberdade de expressão e de reciclagem discursiva geram as conhecidas metáforas do “entre-lugar do discurso latino-americano”, de Silviano Santiago, ou da “mirada estrábica” e da “sincronicidade”, de Ricardo Piglia. Todas essas expressões remetem à mesma tentativa de se destruir um conceito de arte devedor dos ideais platônicos de modelo, cópia e simulacro. No lugar do idealismo racionalista ocidental, os autores contemporâneos defendem a hibridez de culturas mescladas, em que a propriedade do antes e do depois do processo escritural só tem importância enquanto novos espaços dialógicos. Nessa posição, o valor encontra-se não mais num conceito de produção individual, mas numa teoria que resulta de polifonias coletivas, à medida que se inspira no dialogismo de Bakhtin, no suplemento de Derrida, no saber/poder erotizado de Foucault.
Na organização de toda essa trama discursiva encontram-se, com freqüência, estratégias textuais que antes pertenciam exclusivamente ao território da ficção. Forçar as fronteiras nacionais, de tal forma que as contrafações textuais sejam aceitas como processos legítimos de ficcionalização, elabora uma ética que permite às jovens tradições literárias do Cone Sul estratégias de “sobrevivência em tempos difíceis”[2], segundo Ricardo Piglia. Também para Silviano Santiago, a literatura brasileira deve ultrapassar os limites da nação e ser pensada em termos de “discurso latino-americano”, inserindo-se num espaço de identidades contíguas, embora distintas. Assim, trafegando entre o invidividual e o coletivo ou o nacional e o regional, os textos do Cone Sul e as teorias que os justificam estabelecem, na prática, outras formas de viver e de narrar a vida.
Contudo, embora aflorem no contexto finissecular, tais estratégias discursivas são o resultado de longos processos de maturação narrativa em que os autores latino-americanos foram desenvolvendo táticas adequadas à elaboração de linguagens locais e regionais. Assim, uma das características mais significativas da produção romanesca da atualidade reside na alternativa encontrada no comércio de signos como resposta à impossibilidade de se intercambiar experiências[3]. Usando como epígrafe de Respiração artificial os versos de Eliot – “Nós tivemos a experiência mas perdemos o sentido / e o acesso ao sentido restaura a experiência.” – Piglia introduz no arsenal estético do Sul uma nova proposta romanesca pois sugere a restauração imaginária do passado, em que o intercâmbio sígnico teria mais importância que qualquer fato concretamente vivido. Situação semelhante pode ser percebida nas posições de Silviano Santiago, quando esse autor elabora teorias que resgatam não só a memória textual do Brasil mas também o acervo ficcional português, tentando liberar ambas as culturas de possíveis dívidas em relação a Paris ou Nova York. Em “Eça, autor de Madame Bovary” [4], Santiago indica a produtividade do texto segundo que, enquanto réplica audaz e antropofágica ao texto hegemônico, dele se apropria para desdizê-lo e contradizê-lo e, assim, dizê-lo novamente. Dessa forma, o ensaísta brasileiro mostra como as culturas consideradas periféricas são profundamente responsáveis pela manutenção e alargamento das tradições que as engendraram e que, sem elas, com certeza teriam menor vigor e maior risco de se perderem.
Nesse rumo, a literatura dos países do Cone Sul trabalha intensamente na ressignificação incessante das narrativas fundadoras que circulam pela região, seja sob a forma das Histórias nacionais, seja sob a ótica dos relatos autobiográficos, das antigas cosmogonias indígenas e africanas. Curiosamente, esses relatos trafegam pelas trilhas antes desprezíveis do cotidiano, utilizando recursos de gêneros anacrônicos, de narrativas de derrotas e desterros, de heróis fracassados e temas vulgares. Trabalhando a partir do conceito joyceano de História como pesadelo, as narrativas ficcionais estabelecem uma concorrência com os metarelatos estatais e se imiscuem nas trincheiras simbólicas das tecnópoles contemporâneas. Deflagrando uma escritura reflexiva, que eriça os fatos canonizados da História da nação, certas narrativas – como A rainha dos cárceres da Grécia, de Osman Lins, A cidade ausente, de Ricardo Piglia, e Stella Manhattan, de Silviano Santiago - exacerbam o caráter farsesco dos metarelatos, especialmente quando associam o espaço urbano a uma imagem feminina crítica, agônica e problemática.
Embora vários autores recorram à figura da mulher para recriar tempos e espaços identitários – fato que pode ser verificado em expressões como “mãe-terra” e “língua materna” - podemos verificar que uma determinada linhagem de escritores se desvia tal procedimento à medida que desconfia das alternativas originárias. Assim, em A cidade ausente - e na ópera ou no vídeo homônimos dela decorrentes - o principal papel narrativo é atribuído a uma mulher que se apresenta, simultaneamente, como louca ou foragida da repressão, como cantora de ópera ou prostituta, como mulher do escritor Macedonio Fernandez ou como uma máquina que narra e canta. Se a complexidade de Elena parece ter sido inspirada por Molly Bloom, de Joyce, ela também dialoga com as mulheres desdobráveis de Osman Lins. Por outro lado, o caráter especular e transnacional que pode ser percebido nos nomes próprios das personagens de A rainha dos cárceres da Grécia - Ana da Grécia e Maria de França - os quais funcionam como réplicas de Julia Marquezim Enone, também é encontrado na personagem-dobradiça de Stella Manhattan, de Silviano Santiago. Exilado em Nova York, pressionado entre esquerda e direita e homossexual, a personagem Eduardo constitui o típico sujeito do entre-lugar, cuja vivência freqüente da simulação não o protege nem o redime. A identidade incerta e cambiante das personagens citadas funciona como uma pista a respeito das formas e dos temas atualmente praticados no Sul da América.
Tais constatações permitem a Ricardo Piglia demonstrar que os atuais escritores latino-americanos são “contemporâneos de [seus] contemporâneos europeus e norte-americanos” [5]. Essa afirmativa revela o deslocamento de Piglia de um conceito dual, em que um olhar estrábico observa, simultaneamente, as direções opostas Europa-América Latina, para uma perspectiva sincrônica. Essa mudança, além de relativizar os processos de produção do sentido, também denuncia o chamado lugar de enunciação como uma mera camuflagem da conhecida e inútil preocupação com a origem do discurso. A contemporaneidade requerida por Piglia insere o escritor latino-americano no tempo da agoridade teorizado por Octavio Paz. Dessa forma, obtém-se uma simultaneidade que, se por um lado é totalmente fictícia, por outro, é perfeitamente realizável em tempo real e num espaço simulado. Ser contemporâneo de seus contemporâneos permite ao fabulista circular, sem dúvidas ou dívidas, pelo mundo globalizado da atualidade. Tal circuito lhe exige uma negociação discursiva, em que sua linguagem resiste ao desaparecimento mas também deve estar preparada para a audição de outras histórias com as quais deverá dialogar e em cujo sentido, por isso mesmo, passará a interferir.
Sendo assim, poderíamos dizer que, nos romances citados, encontramos uma epicidade esvaziada e irônica, em que a profusa citação de eventos da História das nações compõe uma enunciação marcada pelo humor de quem trabalha não com heróis, mas com heroínas oprimidas e desnorteadas pela ação da máquina estatal. Tal circunstância aproxima Maria de França da máquina-narradora de A cidade ausente, presa na sala circular do museu, vigiada por seguranças e sistemas internos de TV, relatando compulsivamente as histórias censuradas pela narrativa do Estado. Semelhantemente, na ficção de Silviano Santiago, especialmente em Stella Manhattan, encontraremos as imagens instáveis do homossexual e do travesti, ao lado de um feminino estereotipado em figuras emblemáticas da modernidade tal como a personagem Rita Hayworth, da novela De cócoras. Embora essa dinâmica de feminização do relato possa ser verificada em outros textos – exemplos significativos dessa ocorrência podem ser encontrados no conto “Marylin no inferno”, de João Gilberto Noll, no romance A tragédia brasileira, de Sérgio Sant’Anna – poderíamos afirmar que, nesse aspecto, há uma identidade mais explícita entre as narrativas de Piglia, Silviano e Lins. Talvez essa parceria seja apenas resultado das características de uma geração que viveu as utopias e as perseguições dos anos 60/70, e os desencantos das décadas seguintes. De qualquer forma, as convergências mostram a existência de um movimento narrativo cruzando as fronteiras nacionais, no rumo de uma curiosa semelhança.
As formas e os temas desenvolvidos pelos referidos autores questionam a ficção enquanto bem artístico da nacionalidade e desenvolvem uma identidade transnacional, intensificando a crise dos espaços geográfico-culturais à medida que problematizam os conceitos de nação, América Latina e Cone Sul. Nesse sentido, também o objeto literário abandona seu estatuto de arte escrita, hermética e encapsulada, acessível apenas a leitores especializados, para derramar-se pelas bordas de outros saberes, ofícios e circuitos de consumo. Transformada em objeto multicultural, a narrativa contemporânea apropria-se dos recursos das artes cênicas e dos ritmos musicais. Novas linguagens roubadas da tela do cinema, do vídeo, do computador e da televisão estarão presentes nas obras de Piglia e Santiago, especialmente em A cidade ausente, Uma história de família, De cócoras e Dinheiro queimado. As aquisições da dramaturgia antiga e atual serão um mote para a fatura da ópera argentina La ciudad ausente ou do romance brasileiro Viagem ao México, inspirado no teatro da crueldade de Antonin Artaud. Também em Keith Jarrett no Blue Note, a música já bastante miscigenada do jazz compõe uma trilha sonora americana para os contos brasileiros. Portanto, ao final do milênio, as fronteiras culturais e literárias deslocam-se continuamente no sentido de encontrar outras formas e novos gêneros, que permitam a continuidade das narrativas. O deslocamento incessante dos signos arrasta consigo as geografias identitárias e força os limites territoriais, contribuindo para a reinvenção da América Latina em bases pluridimensionais, fronteiriças, heteróclitas – algo oriundo de um Cone que se equilibra precariamente nos mercados do Sul.
Referências Bibliográficas:
BENJAMIM, Walter. Obras escolhidas I - magia e técnica, arte e política. 4. ed. Trad. S. P. Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 1985.
CALVINO, Italo. Seis propostas para o próximo milênio. Trad. I. Barroso. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
JOYCE, James. Ulisses. 8.ed. Trad. Antônio Houaiss. São Paulo: Civilização Brasileira, 1993.
LINS, Osman. A rainha dos cárceres da Grécia. Rio de Janeiro: Melhoramentos, 1986.
PIGLIA, Ricardo. Respiração artificial. Trad. Heloísa Jahn. São Paulo: Iluminuras, 1987.
PIGLIA, Ricardo. A cidade ausente. Trad. Sérgio Molina. São Paulo: Iluminuras, 1993.
PIGLIA, Ricardo. Dinheiro queimado. Trad. Rosa F. d’Aguiar. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
PIGLIA, Ricardo. www.clarin.com.ar./diario/especiales/viva99.
PIGLIA, Ricardo. Entrevista realizada por Maria Antonieta Pereira. Estado de Minas. Belo Horizonte, 19 jul. 1997. Caderno Pensar.
SANTIAGO, Silviano. Stella Manhattan. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.
SANTIAGO, Silviano. Uma história de família. Rio de Janeiro: Rocco, 1992.
SANTIAGO, Silviano. Viagem ao México. Rio de Janeiro: Rocco, 1995.
SANTIAGO, Silviano. De cócoras. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
SANTIAGO, Silviano. Keith Jarrett no Blue Note. Rio de Janeiro: Rocco, 1996.
SANTIAGO, Silviano. Uma literatura nos trópicos; ensaios sobre dependência cultural. São Paulo: Perspectiva, 1978.